O desfile Victoria’s Secret 2026 voltou a ocupar espaço no calendário internacional da moda em 18 de outubro, reunindo modelos, celebridades e nomes de diferentes áreas da cultura pop. A edição chamou atenção pela presença de Kylie Jenner, que estreou na passarela usando um Fantasy Bra avaliado em US$ 50 milhões, e de Trinity Rodman, atleta que também integrou o elenco do evento.
Mais do que apresentar uma coleção, o espetáculo reforçou a tentativa da Victoria’s Secret de atualizar a própria imagem. A marca vem utilizando o desfile como uma plataforma que combina moda, entretenimento e influência digital, ampliando o alcance da apresentação para além do público tradicional das semanas de moda.
De acordo com a cobertura da Vogue, a edição de 2026 incluiu conteúdos relacionados à preparação das modelos, aos bastidores e à participação de novas personalidades. A estratégia evidencia como a experiência do evento passou a ser construída antes mesmo da entrada na passarela, com materiais capazes de circular nas redes sociais e em diferentes formatos audiovisuais.
Celebridades ajudam a ampliar o alcance do desfile
A estreia de Kylie Jenner sintetiza a aproximação entre a Victoria’s Secret e o universo das celebridades digitais. Conhecida por sua presença na indústria da beleza, na televisão e nas redes sociais, ela acrescentou ao desfile uma camada de visibilidade que ultrapassa a lógica convencional do casting de modelos.
O Fantasy Bra, peça de alto valor apresentada em momentos marcantes da história da marca, também contribuiu para transformar a participação em um dos pontos centrais da edição. Avaliado em US$ 50 milhões, o item funciona como elemento de impacto visual e como recurso de comunicação, capaz de gerar repercussão tanto entre os veículos especializados quanto entre o público que acompanha o evento on-line.
A participação de Trinity Rodman ampliou essa combinação de referências. A presença da jogadora de futebol no desfile indica uma aposta em personalidades que possuem reconhecimento próprio e dialogam com comunidades distintas. Nesse formato, a passarela deixa de ser ocupada apenas por profissionais tradicionalmente associados à moda e passa a reunir figuras com trajetórias em áreas como esporte, música, entretenimento e criação de conteúdo.
Um espetáculo pensado para além da passarela
O interesse pelo evento também está relacionado à transformação dos grandes desfiles em produtos de entretenimento. A apresentação principal continua sendo o núcleo da experiência, mas os bastidores, a preparação das participantes e os conteúdos publicados nas plataformas digitais passaram a desempenhar um papel decisivo na construção da narrativa.
Essa mudança acompanha o comportamento de um público que não necessariamente assiste ao desfile de forma linear. Parte da audiência tem contato com o evento por meio de vídeos curtos, fotografias, entrevistas, trechos de performances e publicações compartilhadas por celebridades. Para uma marca global, cada etapa oferece uma oportunidade de manter a conversa ativa antes, durante e depois da apresentação.
A página de cobertura de moda e tendências da Vogue ajuda a contextualizar esse movimento dentro do calendário internacional. Em um cenário no qual desfiles disputam atenção com lançamentos de beleza, eventos culturais e conteúdos de criadores, a capacidade de produzir imagens e histórias com potencial de circulação se tornou tão importante quanto a roupa apresentada.
Diversidade de perfis influencia o reposicionamento
A escolha de nomes conhecidos fora do circuito tradicional das passarelas também se relaciona ao esforço de reposicionamento da Victoria’s Secret. A marca busca se aproximar de públicos mais amplos e atualizar a percepção sobre o que um desfile pode representar no ambiente contemporâneo da moda.
Esse processo não depende apenas da inclusão de celebridades. A diversidade de trajetórias, corpos, profissões e comunidades representadas no casting ajuda a tornar o evento mais conectado à audiência atual. Ao mesmo tempo, a presença de personalidades reconhecidas cria uma ponte imediata com grupos que talvez não acompanhassem uma apresentação de moda exclusivamente por seus looks.
O desafio está em transformar essa ampliação de perfis em uma estratégia consistente, e não apenas em um recurso pontual de divulgação. O público tende a observar não só quem participa, mas também como a marca apresenta essas pessoas, quais narrativas constrói e de que maneira mantém o diálogo após o encerramento do espetáculo.
O que a edição de 2026 sinaliza
A edição realizada em 18 de outubro mostra que o Victoria’s Secret Fashion Show continua relevante como fenômeno de moda e cultura popular, mas opera sob uma lógica diferente daquela dos grandes desfiles do passado. Hoje, a força do evento depende da soma entre imagem, celebridade, conteúdo digital e capacidade de gerar conversa em diferentes canais.
Com Kylie Jenner, Trinity Rodman, o Fantasy Bra de US$ 50 milhões e uma cobertura voltada também aos bastidores, a apresentação de 2026 reforçou essa direção. A Victoria’s Secret utiliza o espetáculo para testar novas formas de se comunicar e para reconstruir sua presença junto a uma audiência que espera mais diversidade de referências e maior proximidade com a vida cultural contemporânea.